Nas avenidas...

 
Nessas ruas que caminho
ouço o som dos meus passos,
vejo minha própria sombra
num canto sombrio
aos poucos retalhos.

Nos bancos da praça
deito minha alma cansada
por minutos longos e dolorosos
tenho que voltar para casa.

Minha jornada se prolonga
a dias e dias repentinamente
meus céus outrora escuros
ora coloridos,
artificialmente.

Ando por essas ruas
entre esses prédios e avenidas
minhas angústias tão cruas
se escondem nas máscaras feridas...